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Erev Tov!
(boa tarde)
Ontem eu e a Nana tivémos mais uma aventura. Uma aventura com comida.
Partimos aqui de Nahalal às 18h e claro, para não variar, o autocarro que era suposto chegar às 18:13 à nossa paragem, não apareceu. Já começo a perceber que os autocarros aqui em Israel não são muito de fiar, é assim mais ou menos como os da Carris, até devia estar habituada, mas não sei porquê, continuo sempre a ficar furibunda...
Para nos entretermos enquanto esperávamos, tirámos umas fotos com uma das super apps que a Nana tem no seu super smartphone.
E depois de esperarmos quase 1 hora, acabámos por desistir e apanhámos um taxi.
Chegámos ao restaurante 5 minutos depois e já nos esperavam com uma mesa preparada na esplanada.
Um dos motoristas aqui do Instituto é que nos tinha recomendado o restaurante e quando lá fomos na 2a feira para reservar a mesa, acho que ele deve ter dito ao senhor do restaurante que nós íamos querer comer todas as entradas que haviam na lista porque eles começaram a trazer da cozinha pratinhos e mais pratinhos cheios de coisas diferentes!
Eram todos deliciosos e eu disse logo, parafraseando o nosso Marco Paulo, "Não sei qual gosto mais!"
Como se as entradas não bastassem e não fossem por si só já um jantar espectacular, veio daí a 10 minutos la pièce de résistance, um SUPER FRANGO cozinhado num forno enterrado na terra!!
Estava ESPECTACULAR!!
Eu comi tanto que fiquei com a barriga tão inchada que parecia que estava grávida!! Ainda bem que levei um vestido confortável, em vez de umas calças de ganga justas que apertam a cintura!
Quando pensávamos que já não podíamos comer mais e pedimos para porem os restos em caixinhas, ainda nos trouxeram a sobremesa:
Blaklava com uma chávenazinha de café arábe!
Quase a rebolar pelo passeio, fomos para a paragem do autocarro e, para não variar, o autocarro não apareceu. Não seria um problema se não fosse o último autocarro!!
Lá nos pusémos ao caminho com os nossos sacos com os restos do jantar e logo a Nana começou a cantar. Músicas de natal americanas. Ao príncipio aquilo soou-me um bocado estranho, uma chinesa a cantar o jingle bells, mas depois de mais alguns sucessos natalícios, pensei que até estávamos na terra do Jesus, por isso acho que se pode cantar músicas de natal durante todo o ano.
Quando se esgotaram os hits do natal, a Nana muito entusiasmada disse: "Vamos cantar a canção internacional!" E eu "qual canção internacional?" E ao mesmo tempo que ela começou a cantarolá-la, é que eu percebi: aaaah, é A Internacional!
Ok, depois do natal consumista americano, vamos cantar um hino comunista numa vila beduína na Galileia perto de Nazaré.
Acabámos a nossa passeata ao som da versão em hebraico do Despacito. É muito boa.
Beijinhos para todos e deixo-vos com o sucessoo de verão aqui em Israel!!








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